Eis então um assunto bem polêmico… O uso da tecnologia por crianças, que hoje nascem na era da internet, dos computadores, tablets, smartphones e games.

Atualmente é impossível imaginar uma infância livre da influência dos equipamentos eletrônicos. A tecnologia faz parte do cotidiano da maioria das pessoas, inclusive das crianças, que tem passado muitas horas na frente das telas, substituindo as brincadeiras na rua com os amigos.

Os estilos de vida e as relações humanas estão mudando. Hoje é cada vez mais comum vermos crianças dentro de casa, sendo inclusive incentivadas pelos próprios adultos, muitas vezes pela insegurança que estamos vivendo em nosso país, ou ainda, pela falta de tempo para oferecer aos pequenos, por conta da vida tão corrida que estamos levando.

O efeito positivo dessa relação da criança com a tecnologia é que elas têm muito mais facilidade do que os adultos e aprendem bem mais rápido quando o assunto é esse. A tecnologia é maravilhosa e chegou realmente para mudar as nossas vidas, portanto, devemos sim fazer uso e aproveitar os benefícios que ela nos oferece. Mas, o excesso dessa utilização pode ser preocupante, pois certamente prejudicará o desenvolvimento comportamental, social e emocional do pequeno, na formação de sua personalidade e também no aperfeiçoamento da linguagem.

Precisamos estar atentos, pois as vantagens não são maiores do que os riscos, principalmente quando falamos de crianças com menos de dois anos, que precisam construir o seu aprendizado através dos seus sentidos: olfato, tato, audição, visão, paladar. Que precisam se movimentar através das brincadeiras, sentir os brinquedos através do toque ou conhecer as cores através do lápis de cor. E conhecer o mundo através de uma tela, influenciará para que a criança não perceba o mundo divertido que pode existir sem a utilização dela.

Embora pareça difícil encontrar um ponto de equilíbrio, os adultos devem estabelecer regras e trabalhar para que as crianças não acabem exagerando na utilização dos eletrônicos. Mas, simplesmente proibir não é o melhor caminho. O nosso papel enquanto educadores é de gerar um equilíbrio e auxiliá-los quanto a utilização dessa ferramenta, colocando limites, definindo horários para evitar o excesso, sem imposição e de maneira respeitosa. A criança precisa ser orientada e ter ajuda para ter consciência do uso consciente.

E o mais importante, devemos começar essa reeducação através de nós adultos, evitando as telas na presença dos pequenos, até para que possamos dar exemplo, e principalmente, estarmos disponíveis para eles. Precisamos estimular as brincadeiras e ensiná-los a brincar, fazendo com que eles percebam que o mundo real pode também ser colorido e incrível, quando se brinca usando a criatividade.

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